Sérgio Almeida evita a imprensa e procura jornalista na sala da presidência da Câmara
Fui procurada várias vezes na tarde hoje pela imprensa nacional a respeito do episódio relatado em meu Blog e replicado em diversos blogs e até o Portal de Imprensa de São Paulo. A informação é de que o presidente do Siprosep, Sérgio Almeida está se recusando a falar com a imprensa. Em entrevista ao Blog Momento Verdadeiro ele disse que não estava dentro do carro e que o veículo é de seu irmão, Vitor Almeida. Quanto as agressões, ele disse que era para o jornalista Washington Luis conversar com o advogado dele, mas não quis mencionar o nome.
Na última quarta-feira, a jornalista Jessica Oliveira do Portal de Imprensa/São Paulo me entrevistou e eu prestei todos os esclarecimentos necessários. Não fujo da imprensa, pois não tenho o que esconder. Agi com o coração, exercendo uma boa cidadania, como ensina o CTB. Só não quis conceder entrevista a uma determinada TV, na tarde desta sexta-feira por motivo pessoal. A gente fala uma coisa e eles divulgam outra.
Na última quarta-feira, a jornalista Jessica Oliveira do Portal de Imprensa/São Paulo me entrevistou e eu prestei todos os esclarecimentos necessários. Não fujo da imprensa, pois não tenho o que esconder. Agi com o coração, exercendo uma boa cidadania, como ensina o CTB. Só não quis conceder entrevista a uma determinada TV, na tarde desta sexta-feira por motivo pessoal. A gente fala uma coisa e eles divulgam outra.
Soube que na manhã desta sexta-feira, Sérgio Almeida me procurou no Gabinete da Presidência da Câmara, após Audiência Pública sobre a LDO. Só que eu trabalho na parte da tarde e ele sabe o meu celular e não ligou para mim. A jornalista do Portal de Imprensa de São Paulo divulgou a matéria na última quarta-feira, no final da tarde que segue abaixo:
Na última terça-feira (14/5), a jornalista Márcia Lemos, assessora de imprensa há 18 anos da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, sofreu constrangimentos em confusão no estacionamento local. Durante entrevero ela ouviu do presidente do Sindicato dos Servidores da Públicos da Prefeitura Municipal de Campos a frase "vai para o inferno".
Confusão
Há cerca de um mês foram instaladas duas cancelas automáticas no estacionamento do local para controlar o fluxo de veículos, restrito aos vereadores, dois assessores de vereadores e funcionários do Legislativo, porém os usuários continuam confusos sobre o uso e ocorrem transtornos, entre eles o incidente em que a jornalista foi constrangida.
Segundo Márcia, ao tentar entrar no estacionamento havia um carro à frente dirigido pelo irmão de Sérgio Almeida, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da PMC, que foi buscá-lo. Porém, como ele não tem acesso, a jornalista ficou mais de 20 minutos usando a embreagem e o acelerador para o carro não descer, enquanto resolviam se ele entraria ou não.
Quando a jornalista percebeu que atrás dela estava o automóvel do diretor do Legislativo e sua embreagem começou a falhar, ela saiu do carro e, com seu cartão liberou a passagem do veículo da frente na tentativa de resolver o problema. Porém, o cartão só pode ser passado uma vez e ela ficou presa. "Resolvido" o problema inicial, o diretor do Legislativo chamou a atenção da jornalista para que ela não fizesse mais isso. "Fui orientada de que não se pode fazer esse tipo de coisa, pois se ele não tem cartão, que peça", disse.
Na saída, Sérgio Almeida já no carro com seu irmão deu "uma carteirada no segurança" para ele abrir a corrente e disse "que tem acesso na hora que quiser e que ninguém manda nele", escreveu a jornalista em seu blog. Ele "conseguiu sair do estacionamento ameaçando o segurança que ligaria para um vereador, muito amigo seu para liberar sua passagem. O segurança, temeroso, tirou a corrente e deixou o carro passar", diz a jornalista no texto.
O diretor disse que gostaria de conversar com a jornalista e com Almeida sobre o episódio e pediu que ela o avisasse. Márcia afirma que ligou para para ele e explicou o pedido do diretor. "Ele respondeu que o diretor não manda em nada na Câmara que é cargo temporário e me mandou para o inferno", afirma.
Prejuízo
Para a jornalista sair da rampa do estacionamento, o diretor do Legislativo teve que recuar, mas as marchas do carro de Márcia pararam de funcionar, fazendo seu carro descer sozinho. Ela teve que ficar fora do estacionamento e ver seu carro ser rebocado no final do dia. Além do constrangimento, a jornalista terá que gastar para consertar a embreagem do veículo.
Indignação
“Há 18 anos trabalhando na Câmara eu nunca fui ofendida, muito menos mandada para o inferno por uma pessoa que nem trabalha lá e que disse ter acesso livre", lamenta. "Como uma pessoa de pavio tão curto, grosseira, prepotente, ignorante, sem preparo nenhum pode ser presidente de alguma coisa? Saber que ele representa os servidores da Prefeitura de Campos é demais. Como uma pessoa desqualificada como esse sujeito pode falar em nome de alguém, se nem mesmo em seu nome consegue falar o que quer. Não seria mais fácil ter pedido desculpas do que ter ofendido a mim e o diretor?", escreveu a jornalista em seu blog.
* Com
supervisão de Vanessa Gonçalves
Jornalista Márcia Lemos
ACORDO
Se ele está me procurando para fazer acordo eu aceito nas seguintes condições: Ele me pede desculpas, paga o prejuízo do carro (kit de embreagem, mão de obra e o reboque, aproximadamente R$ 500,00) Eu faço um retratação e dou o assunto por encerrando, contrariando meu advogado, que quer processá-lo por danos morais e indenização. "Dano moral "é qualquer sofrimento humano que não é causado por uma perda pecuniária, e abrange todo atentado à reputação da vítima, à sua autoridade legitima, ao seu pudor, à sua segurança e tranqüilidade, ao seu amor próprio estético, à integridade de sua inteligência, a suas afeições, etc". (Traité de La Responsabilité Civile, vol.II, nº 525, in Caio Mario da Silva Pereira, Responsabilidade Civil, Editora Forense, RJ, 1989).
Outra coisa que deve ser levada em conta é que ela foi ofendida em seu ambiente de trabalho por uma pessoa que nem trabalha lá. "É comum pessoas que já presenciaram ou ouviram ocorrência de ofensas de superior hierárquico ao seu subordinado no ambiente de trabalho. Acontece que nesse caso, o agressor não trabalha no mesmo local da jornalista Márcia Lemos. Fatos desta natureza deveriam ser combatidos pelas empresas de forma veemente, pois são atitudes intoleráveis que demonstram o descontrole de pessoas que as cometem. Chamar alguém de ignorante, imbecil, burro, estúpido ou outros adjetivos desta natureza pode ser falta de bom senso, compreensão do todo e de auto julgamento. A jornalista foi chamada de doida e mandada para o inferno. Tenho a gravação feita por telefone, quando ela ligou para ele, avisando que o diretor queria falar com ele, e outra quando ela foi procurar o vereador a noite em seu gabinete e Sérgio Almeida não permitiu que ela falasse com o vereador. Não se pode passar uma borracha no assunto, como se nada tivesse acontecido. Ela tem que ser idenizada por danos morais. As humilhações podem ocorrer entre colegas de trabalho, superior e subordinado, entre chefes ou diretores ou entre empregados de empresas prestadoras de serviço. Não é a condição favorável ou desfavorável hierárquica ou financeira que vai lhe permitir tal atitude, independentemente de quem "se acha no direito" é o ato em si que deve ser condenado. Mas, quem vai decidir o que fazer é a jornalista Márcia Lemos, que gosta do vereador e acha que esse sujeito pode prejudicar a imagem do edil, que já foi procurado várias vezes por ela, mas ele está preferindo optar pelo siilêncio" disse o advogado.
"Só vou me identificar, quando Sérgio Almeida identificar o advogado dele. Gosto de saber com quem estou lidando", finalizou o advogado.
Por Márcia Lemos
Por Márcia Lemos



