segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Acidentes de moto será o assunto de audiência pública nesta terça-feira


A Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes realiza nesta terça-feira (10), às 14 horas, audiência pública para discutir o tema “Acidente de moto – Uma epidemia a ser combatida”, de iniciativa do vereador Paulo Hirano. Foram convidadas e confirmaram presença autoridades e representantes de órgãos como Autopista Fluminense, Corpo de Bombeiros, Moto Club de Campos, Guarda Civil Municipal, Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) e Secretarias de Saúde e Educação já confirmaram presença.

“Dados da Prefeitura de Campos apontam que, nos últimos seis anos, 17.658 motociclistas precisaram de atendimento no setor de urgência do Hospital Ferreira Machado (HFM). No mesmo período, os acidentes com motos foram responsáveis pelo crescimento de 115% das internações hospitalares no SUS”, afirmou o vereador, com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.
“Vamos discutir esses e outros aspectos na audiência e analisar quais medidas podemos adotar para que a população sofra menos com esse fato”, continuou o parlamentar.
Ainda de acordo com o vereador, pelos dados apresentados, é possível verificar que, em Campos, acontecem, em média, 10 acidentes com moto/dia. São cerca de 3 mil atendimentos/ano somente nessa área.
“É uma calamidade, pois estamos percebendo uma curva ascendente em relação aos acidentes com motociclistas, provocando muitas morte e incapacidade física, principalmente de uma população com idades entre 18 e 30 anos, momento de maior produtividade”, apontou Doutor Paulo, médico há 40 anos.
Segundo o Datasus, cada paciente internado por mês custa cerca de R$ 120 mil aos cofres públicos. Além disso, mais de 50% dos motociclistas não usam equipamentos de proteção individual (EPI) como o capacete. “Quando esses jovens não morrem, ficam sequelados e improdutivos para o resto da vida”, disse.

Diversas entidades foram convidadas para compor a mesa e participar do debate: Detran – Campos dos Goytacazes, 2ª Ciretran, Secretaria Estadual de Transporte, Denatran, Presidência da Comissão de Transporte da Câmara dos Deputados, IMTT, Guarda Municipal de Campos dos Goytacazes, Procuradoria Geral do Município, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Educação, Autopista Fluminense, 5º Grupamento de Bombeiros Militar do Rj, Polícia Rodoviária Federal, 8º Batalhão da Polícia Militar, 6º Comando de Policiamento de Área (CPA), Polícia Civil de Campos dos Goytacazes e Moto Club de Campos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Operação Aparecida nas BRs-101 e 356 começa nesta sexta-feira


A ação tem como objetivo fiscalizar, já que em datas especiais aumenta o fluxo de veículos nas estradas

   Foto: Campos 24 Horas
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A Polícia Rodoviária Federal em Campos inicia nesta sexta-feira (09) a Operação Aparecida nas BRs-101 e 356. A ação tem como objetivo fiscalizar já que em datas especiais aumenta o fluxo de veículos nas estradas.

De acordo com Alisson Andrion, chefe da 8ª Delegacia da PRF em Campos, por se tratar de um feriado religioso, muitas pessoas viajam em caravanas. “Nessa data tem esse deslocamento e aumenta consideravelmente o movimento nas estradas”, disse.
Alisson  informou ainda que a fiscalização ocorre em todo ano, porém em datas especiais se intensifica. Os principais causadores de acidentes são ultrapassagem indevida, alcoolemia (presença de álcool no sangue) e excesso de velocidade. Além disso será fiscalizado também o excesso de peso em caminhões e condições do veículo.
Alisson orienta aos motoristas que antes de viajar devem estar atentos às condições do carro. “É preciso se certificar que o veículo está em boas condições. Pneu, suspensão e toda situação geral do veículo, afinal de contas colocamos nossa família”, finalizou.
O telefone para contato com a PRF em todo o país, caso seja necessário, é 191.
Fonte Campos 24 Horas

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Governo do estado quer aumentar IPVA


Projeto de lei enviado à Alerj propõe elevar alíquotas de veículos flex ou a gás e motocicletas



O governador Luiz Fernando Pezão justificou o aumento do IPVA aos deputados da Assembleia Legislativa afirmando que os novos valores representam um realinhamento as alíquotas cobradas pelos outros estados do país.

“O projeto de lei ora apresentado busca aumentar a eficiência na constituição do crédito, na fiscalização e na arrecadação do IPVA, mediante o realinhamento das alíquotas de incidência com os demais estados”, argumentou.

Além disso, afirmou que as mudanças vão aperfeiçoar o controle do crédito tributário pela Secretaria Estadual de Fazenda. Não há, porém, mudanças para taxistas. O motorista que é pessoa jurídica continua com 1% de alíquota e a pessoa física com isenção.

O cálculo para pagamento do IPVA é simples: basta calcular o valor venal do veículo (estimativa que o Poder Público realiza sobre o preço de determinados bens), de acordo com o combustível e o ano de fabricação.

O Dia

Desemprego fica em 8,6% nos três meses até julho, mostra IBGE


É a maior taxa da série histórica do indicador, que começou em 2012.
Em um ano, o número de desocupados cresceu em 1,8 milhão.

Cristiane Caoli e Laura NaimeDo G1, no Rio e em São Paulo
A taxa de desemprego ficou em 8,6% nos três meses até julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa da série histórica do indicador, que tem início em 2012.
Nos três meses anteriores, o desemprego havia ficado em 8%. Já no mesmo período de 2014, a taxa era de 6,9%.
TAXA DE DESEMPREGO
Por trimestres, em %
7,988,18,38,6jan/fev/marfev/mar/abrmar/abr/maiabr/mai/junmai/jun/jul0246810
Fonte: IBGE
“Esse aumento foi significativo [de 8% para 8,6%, em relação ao trimestre encerrado em abril e o terminado em julho]”, afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. “Como teve aumento expressivo da desocupação, não tinha como a taxa não atingir esse percentual”.
“Há nove trimestres há aumento da taxa de desocupação”, apontou o coordenador. Cimar ressaltou que, em julho, houve “aumento da desocupação mais intenso do que o verificado em anos anteriores para o período observado”.
O IBGE estimou em cerca de 8,6 milhões o número de pessoas desocupadas no trimestre encerrado em julho. Três meses antes, eram 8 milhões, o que aponta para uma alta de 593 mil pessoas (ou 7,4%) nesse contingente.
No confronto com os meses de maio a julho de 2014, o número de desocupados cresceu em 1,8 milhão, estima o IBGE – uma alta de 26,6%.
“Aumentou a desocupação no ano, com destaque por ter sido a maior variação nos últimos anos para esta comparação – mais de 1,8 milhão de desocupados, ou seja, 26,6%”, disse Azeredo.
“Você teve entrada no mercado de pessoas, e esse mercado não contratou. Consequentemente, isso foi para a fila de desocupação. Entrou mais pessoas no mercado. O mercado praticamente não contratou nesse período".
Cimar ressaltou que houve crescimento de 1,4%, ou 2.306 milhões, em comparação com o trimestre encerrado em julho em 2014, da população com idade para trabalhar, enquanto a população ocupada cresceu no período 255 mil, ou 0,3%.
Pnad X PME
Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). São investigados 3.464 municípios e aproximadamente 210 mil domicílios em um trimestre, informou o IBGE.

A taxa de desemprego calculada pela Pnad Contínua também é superior à registrada pela PME, que apontou desocupação de 7,5% em julho, e de 7,03% na média dos meses de maio a julho. A PME calcula o desemprego considerando apenas seis regiões metropolitanas, e são visitadas 45 mil residências.
Trabalhadores
O contingente de trabalhadores com carteira de trabalho sofreu redução de 0,9%, em relação ao trimestre anterior, ou menos 337 mil, e 2,5% no ano, (-927 mil).

“O mercado continua dispensado pessoas, a perder carteira de trabalho assinada. A perda de carteira de trabalho significa perda da estabilidade”.

Em um ano, cresceu o contingente de trabalhadores por conta própria (quase 883 mil, ou seja, 4,2%), e de empregadores, subiu 299 mil, ou seja, 8,1%, presentes no mercado de trabalho brasileiro. “Num mercado de portas fechadas, não tem outro caminho que não seja conta própria ou empregador”.

Rendimento
A pesquisa mostrou que o rendimento médio real ficou em R$ 1.881, estável em relação aos meses de fevereiro a abril (R$ 1.897), e uma alta de 2% na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2014 (R$ 1.844).

Já a massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos ficou em R$ 167,8 bilhões no trimestre encerrado em julho, sem variação estatisticamente significativa frente ao trimestre móvel anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2014, houve alta de 2,3% (R$ 164,1 bilhões).
A pesquisa aponta que não houve variação nos rendimentos reais dos empregados do setor privado com e sem carteira de trabalho assinado, assim como entre os que trabalham por conta própria e empregadores.
Já o rendimento dos trabalhadores domésticos e dos empregados no setor público tiveram quedas de 1,6% e 1,8%, respectivamente, frente aos três meses anteriores. Frente ao trimestre de maio a julho de 2014, apenas os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada apresentaram variação em seus rendimentos com alta de 2,9%.
Por setor
O coordenador destacou que o setor da construção “continuou reduzindo” seus postos de trabalho. Na comparação trimestral, caiu 3,6%, ou 265 mil a menos, e no ano, a queda foi de 4,8%, ou 365 mil. Cimar Azeredo ressaltou que a indústria também mostrou retração, de 1,9%, ou 249 mil
G1

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Câmara de Campos assina na Alerj homologação da TV Câmara Campos em sinal aberto


O presidente da Câmara de Campos, Edson Batista, assinou na manhã desta segunda-feira (28) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) o termo que oficializa a abertura da TV Câmara Campos em canal aberto digital. O termo foi assinado também pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e pelo presidente da Alerj, Jorge Picciani, durante o “Seminário Rede Legislativa de Rádio e TV Digital no Interior do Brasil”. Batista anunciou ainda a liberação da frequência para a instalação da Rádio da Câmara Campos.
“O projeto da rede legislativa de TVs é do Congresso, nós atendemos a todas as normas técnicas e conseguimos a liberação do canal. Assim, o canal compartilhado foi concedido e assinamos hoje oficialmente este documento. Na oportunidade tivemos a sinalização do Congresso de que ainda este ano teremos a frequência de rádio a nossa disposição”, disse Batista.
O presidente da Câmara campista destacou em seu discurso a importância do Fundo Especial para as Câmaras. “Penso que a Alerj deve dar apoio jurídico para que as Câmaras possam ter seu fundo. Primeiro para ter sede própria; segundo para que a Lei de TV a Cabo, que obriga as operadoras a oferecer um canal para as Câmaras, seja cumprida, pois muitas Câmaras não têm verba para isso; também para ter uma escola legislativa; e na frente ter uma TV aberta”.
O sinal de rádio também já tem um prazo para ser liberado. “Tivemos a confirmação de que no mês de novembro o sinal de rádio estará liberado para nós. Hoje na Alerj tivemos o reconhecimento público do nosso trabalho, com a abertura de espaço para que pudéssemos falar sobre essa conquista da TV aberta em sinal digital”, explicou Edson Batista.
Com a TV em sinal aberto, gratuito e totalmente digital, a população campista terá acesso à programação dos veículos de comunicação da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, Alerj e da Câmara de Campos. Atualmente, há cerca de 400 Câmaras Municipais à espera de canal digital.
*Por Vivianne Chagas / Fotos: Iara Pinheiro/Ascom Alerj

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Concursos já autorizados estão mantidos, diz Ministério do Planejamento

 
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  Reprodução
Segundo o Ministério do Planejamento, o congelamento trará economia de R$ 1,5 bilhão
Entre as medidas de ajuste fiscal anunciadas pelo governo na última segunda-feira (14/09) está a suspensão dos concursos públicos para o próximo ano. Segundo o Ministério do Planejamento, o congelamento trará economia de R$ 1,5 bilhão. O anúncio desanimou quem estuda para conquistar um cargo na administração pública. No entanto, 2016 não será um ano completamente morto para os certames. Os concursos que já foram autorizados estão mantidos.
Segundo o Planejamento, estão preservados concursos autorizados em 2015 e com editais previstos para 2016. No caso de concursos de períodos anteriores, inclusive os homologados e aguardando autorização para nomear os aprovados, o Planejamento informou que as nomeações estão mantidas, segundo o número de vagas previsto e dentro do prazo de validade final do certame. Pela Constituição Federal, a validade de um concurso é de até dois anos, prorrogáveis por igual período.
As vagas asseguradas estão previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015, que estabelece teto de 45.582 cargos. No caso da proposta de LOA de 2016, a ideia é que os 40.389 cargos, dos quais 25.606 são do Executivo, sejam suspensos. Para garantir a suspensão que, segundo o ministério, proporcionaria economia de R$ 1 bilhão ao Executivo e R$ 500 mil ao Legislativo e Judiciário, o governo terá de alterar os projetos de lei da LOA e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem. Ambas estão no Congresso Nacional para serem apreciadas. De acordo com o Planejamento, as alterações serão enviadas ao Congresso em breve.
O Ministério do Planejamento esclareceu ainda como fica a análise dos pedidos de órgãos públicos para a realização de concursos. Pela legislação atual, os órgãos do Executivo Federal encaminham os pedidos para a realização de novos concursos à pasta até 31 de maio de cada ano. De acordo com o Planejamento, isso ocorrerá normalmente e as novas solicitações serão analisadas no primeiro semestre de 2016. No entanto, as autorizações para novos certames só sairão a partir de 2017. Em nota, o ministério informou que “o governo federal está fazendo um esforço fiscal e todas as áreas devem se adaptar à nova realidade, a fim de garantir a eficiência da gestão pública”.
José Matias Pereira, professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em finanças públicas, diz que a decisão de suspender os concursos deve causar impacto nos serviços prestados pela administração pública, a ser sentido a médio e longo prazo.
“Esses cortes de despesas periféricas acabam causando danos não no curto prazo, mas no médio e longo. Você vai deteriorando a oferta de serviço público até chegar a uma situação insustentável. Nós já temos péssimos indicadores nas áreas de saúde, educação e segurança pública, [com a interrupção] no médio e longo prazo alguns setores podem começar a entrar em estrangulamento”, afirma. Para ele, a administração pública precisa de reformas, mas estruturais. “Deveriam estar sendo discutidas medidas para uma reforma estrutural na administração”, observou.

 Fonte ABr